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Encontrando o caminho

Foto: WeHeartIt

Já dizia o sábio Lao Tze que “uma grande jornada se inicia com um passo”. Ok, até aí eu concordo. Mas tem uma coisa muito importante que o nosso querido Tze esqueceu de mencionar…para onde, meu Deus?

Quando pequenos(as), nossas mães e pais nos ajudam a seguir a diante, nos matriculando na escolinha, nos levando ao médico quando preciso, acompanhando-nos em festas de aniversário. Aí começamos a crescer, viramos adolescentes e decidimos andar com nossos próprios passos para todos os lugares. Mas quando a coisa aperta, a gente sempre corre para debaixo das asas protetoras. E depois, assim meio do nada, nos vemos adultos.

Agora sua mãe e seu pai, por mais que te apoiem, te orientem, dêem conselhos, cascudos e abraços de incentivo, não vão mais poder te acompanhar na escola, porque agora você já é formado(a), está prestes a fazer sua pós-graduação e talvez até vá morar um tempo for a do país. Você também tem que trabalhar. E os médicos todos é você quem marca, desmarca e marca de novo. Namorados(as)? Ainda precisam passar pelo aval da família, mas é você quem decide, e corre os riscos de dar certo ou não.

Toda essa liberdade é boa, não é? Uma delícia ser dono(a) do nosso nariz. Uma delícia pagar as contas sozinho(a), uma delícia resolver problemas de banco, maravilhoso ter que deixar de comprar “aquela super-mega-ultra calça jeans” para poder pagar o cursinho de inglês.  E é mesmo! Porque a vida é o que escolhemos, são os erros, os acertos e, principalmente, as tentativas esperançosas. Se nada dessas coisas existissem , do que valeria afinal tudo isso?

Nós, passarinhos recém-saídos do ninho, ainda não sabemos muito bem como voar. Muitas vezes, deixamos para “um pouco mais tarde”a nossa saída, guardando as asinhas quietas e juntinhas. Mas já notou como o ninho ficou pequeno? A gente se bate, não acha posição para se acomodar, a comida não alimenta mais a todos…é chegada a hora de “encontrar o caminho”.

E esse caminho, com certeza, será trilhado com a ajuda de seus amigos e familiares.  Um passo de cada vez, para não tropeçar. Às vezes tendo que voltar algumas casas do jogo da vida, mas sem desanimar. Um dia passamos de fase e vencemos a partida.

E aí, com um sorriso de satisfação, nosso “Lao Tze interior” dirá: “uma grande jornada se inicia com um passo, eu não falei?”.

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